sexta-feira, 6 de maio de 2011

água abaixo

o poeta senta-se
desconfortável
na câmara
iluminada
e por gestos
peristálticos
alcança a graça
de que não se lembra.
mas a luz fluorescente
do xerox - retrospecta
máquina - conspira
e falha: grava
in folio, (não)
o pomo intumescido
(e sim) disjecta
membra

(do outro
lado do
tubo
encarnado
o leitor - dedo em
riste - palmilhará
até o fundo
a tela, a ver-
tigem dos
ícones,
o obscuro
torvelinho.
mas colherá,
antes da des-
carga, re-
barbas secas
da forja
apenas)

sublime coleção
privada! réplica
de suas partes
pudendas

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